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Consultório Portal GSTI #15 – NaaS (Natal, as-a-Service)

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Consultório Portal GSTI #15 – NaaS (Natal, as-a-Service)


“Qual a palavra que mais marcou 2013?"
Bruno Horta Soares
Caros leitores,

Esta é uma época de enorme alegria, onde procuramos olhar para o passado, refletir no presente e lançar mais um ano que todos esperamos ser tão bom como o que agora termina e, se possível porque pedir ainda não paga imposto, um pouco melhor, para podermos continuar a ter desafios e objetivos pelos quais lutar.

Por ser uma época especial, também hoje temos um Consultório Portal GSTI especial em que irei responder a uma pergunta lançada por mim: “Qual a palavra que mais marcou 2013?"
Por entre balanços do que de bom e de menos bom aconteceu no ano que termina, é normal eleger-se a personalidade do ano nas diversas áreas da sociedade. Talvez por deformação profissional nunca fui muito ligado a ídolos ou figuras emblemáticas, mas acho importante a identificação de símbolos que representem comportamentos ou acontecimentos que de alguma forma tiveram um impacto positivo marcante. Neste contexto, nada como selecionar a palavra que para mim foi mais marcante na área das tecnologias de informação e comunicações em 2013: as-a-Service (aaS) .

Escolher uma só palavra coloca uma enorme carga na dimensão da sintaxe, destacando a importância e o poder que o formato e os aspetos mais superficiais podem ter na linguagem. Palavras construídas em torno da sigla “aaS” acabaram por surgir em diferentes áreas, com maior destaque na área das tecnologias da informação, passando a ser sem dúvida uma das siglas mais “sexys” de utilizar quando o tema é inovação e novas tendências. Também por esta dimensão eu próprio acabei por lançar em 2013 um projeto profissional que batizei de GOVaaS, Governance Advisors as-a-Service, mas foi sem dúvida pela dimensão semântica que acreditei e acredito nesta nova realidade cada vez mais construída em torno do “aaS”.
Para mim o significado de “aaS” está sobretudo relacionado com “Especialização” e “Agilidade”, do fornecedores e dos clientes respetivamente.

Do lado dos fornecedores o enfoque no cliente desde há muito que era uma regra de ouro, no entanto o “aaS” veio reforçar ainda mais a relação entre as duas partes, com o fornecedor a deixar de construir uma relação comercial apenas em torno do produto ou serviço, mas acabando por chamar a si toda a infraestrutura de suporte que antes se encontrava do lado do cliente. As relações comerciais evoluíram para patamares de parceria e, como em qualquer relação que fica mais séria, obrigou os fornecedores a demonstrar ainda mais o seu valor para poderem responder aos riscos de dependência dos seus clientes.

Com o “aaS” vêm as oportunidades de ganhar escala num mercado cada vez mais global, mas também as ameaças de uma concorrência que também deixa de ter fronteiras. Este é um cenário que leva a que estratégias de “ser bom em tudo, num local” evoluam para “ser muito bom em algo, numa escala global”, promovendo a procura de vantagens competitivas em torno de uma maior “Especialização”. Esta especialização é ainda um fator determinante para o reforço de parcerias entre fornecedores que juntos, cada qual com a sua especialidade, passam a prestar serviços de maior valor para os clientes.

Do lado dos clientes o facto mais marcante está na externalização dos recursos, tornando as estruturas de criação de valor cada vez mais ágeis e focadas nas atividades core . Esta agilidade representa uma enorme oportunidade para as empresas, independentemente da sua dimensão, mas também trás ameaças das quais destacaria sem dúvida a necessidade de transformação de competências dos recursos humanos. As competências de governança e gestão ganharam uma maior relevância nas organizações representando um fator crítico de sucesso para que a referida agilidade possa ser uma realidade , e como “ninguém nasce ensinado”, as empresas enfrentam hoje uma necessidade de assumir uma transformação de competências dos seus profissionais de áreas mais operacionais para áreas de gestão. Não se trata de lhes dar mais formação, trata-se de lhes dar outra formação e ajudá-los a entender que muitas das suas competências são passado e que olhar para a frente representa muitas vezes começar de novo.

E porque é Natal, não poderia deixar de referir uma das Organizações mais especializadas do Mundo: o Pai Natal. Nunca ninguém viu o Pai Natal a dar amêndoas na Páscoa ou a esconder moedas nas almofadas das crianças que perdem um dentinho. O Pai Natal apenas se dedica ao Natal, área onde é sem dúvida um dos principais players mundiais, disputando a liderança com outras Organizações como o “Menino Jejus” ou os “Reis Magos”. Esta especialização desde há muito que levou o Pai Natal a prestar serviços de Natal as-a-Service (NaaS), transferindo as suas estruturas produtivas e passando a fazer parcerias com os principais produtores de brinquedos, gadgets e afins, a quem fornece serviços especializados de imagem.

O NaaS é uma fórmula de sucesso comprovada por miúdos e graúdos em todos os cantos do mundo, motivo pelo qual pode e deve ser usada como case study por outras Organizações!

Boas festas, desejos de sucesso e até 2014,

Bruno Horta Soares, CISA®, CGEIT®, CRISC , PMP®
"The more you know, the less you no!"

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