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Artigo

Uma visão prática (e parcial) sobre gestão de projetos [parte dois]

Ainda não leu a parte um do artigo? Clique aqui para acessar e entender que papo é este de “visão prática (e parcial) sobre gestão de projetos”.

CONHEÇA O MAPA DO PODER

Mapa do Poder… Aprendi este termo há alguns anos, quando participei de um projeto de reestruturação organizacional. A diretora da consultoria me orientava sobre a necessidade de olhar além da hierarquia e visualizar as linhas quase invisíveis (mas poderosas) dos relacionamentos entre as pessoas.

Talvez o erro mais comum seja acreditar que o acesso ao topo da pirâmide seja uma garantia de que as coisas irão acontecer…

A ordem do executivo é suficiente para engajar o time no projeto! #SQN

Um bom mapeamento de stakeholders precisa contemplar o organograma invisível, destacando o nível de influência de cada parte interessada, independente do cargo que ela ocupe.

Acredite, o Mapa do Poder é o verdadeiro organograma da empresa, compreendê-lo e gerenciá-lo pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso no seu projeto.

TODO MUNDO MENTE (NÃO CAIA NA TENTAÇÃO)

Seja pelo medo da reação de um “chefe” bravo, pela necessidade de aprovação do grupo ou uma tentativa de garantir o bônus, você sentirá a tentação de seguir o que talvez os seus colegas estejam fazendo: Mentir sobre a situação do projeto.

Pode parecer o caminho mais fácil, pois você terá até a próxima reunião para (tentar) transformar uma mentira em verdade, mas pense na sua credibilidade diante do seu time, dos seus pares e do seu cliente, especialmente se a falácia for descoberta.

A COMUNICAÇÃO PODE SER UM GRANDE PROBLEMA

Tanto o excesso de comunicação quanto a falta dela.

Qual é a dosagem ideal? É aquela que funciona para o momento do projeto e para a cultura da empresa.

O Status Report clássico, um documento com várias páginas ou slides pode ser algo ultrapassado para algumas pessoas, mas é o que funciona em algumas empresas.

Não tenho dúvidas de que o seu modelo de comunicação funciona, até porque você já o usa há anos, mas combine o jogo com o cliente e com o time no início do projeto. Talvez o modelo campeão não seja o ideal para o momento.

E o mais importante: Tenha sensibilidade para perceber quando a comunicação não está funcionando. Dependendo do momento do projeto, será necessário incluir ou remover algum ritual ou modelo.

APRENDA A ESCUTAR

“Pode falar, estou te ouvindo…”, disse o gerente de projetos, enquanto olhava para o celular e conversava com uma pessoa do time.

Adianta alguma coisa você falar em Design Thinking se não conhece o real significado da empatia? Pois é… Escutar é diferente de ouvir.

Escutar envolve contato visual e atenção em tudo que a outra pessoa precisa dizer, então não ajuda muito você começar a pensar na resposta logo após a primeira frase do interlocutor, especialmente se ela ativar algum gatilho emocional.

O SEU CARISMA NÃO VAI RESOLVER A AUSÊNCIA DE GESTÃO

Pode resolver em outra área, mas não no mundo real da gestão de projetos.

Conheci Gerentes de Projeto que seriam ótimos vendedores. Pessoas carismáticas, mas com pouca habilidade de gestão e — pior — sem interesse em aprender ou aplicar técnicas para facilitar o planejamento e execução do projeto.

Para este tipo de Gerente de Projeto, basta usar o discurso motivacional para engajar o time e a abordagem do Armando Volta com o cliente (“sambarilove”, lembra?) que tudo estará resolvido.

A PRESSÃO FAZ PARTE DO JOGO

Proteja a equipe!

Uma coisa é estabelecer o senso de urgência, outra coisa é repassar para o time a pressão que vem de cima.

Todos precisam saber quando o bicho está pegando, mas saiba tirar a emoção da informação útil.

NÃO SEJA NERVOSINHO DA TURMA

Ou, tenha controle emocional

Quem nunca trabalhou com um “nervosinho”? Basta receber uma informação negativa ou ser contrariada que a pessoa começa a esbravejar e praguejar.

O Gerente de Projeto que adota o estilo nervosinho afasta a equipe e só terá uma visão real do que está acontecendo quando for tarde demais, exceto se ele puder contar — mesmo sem reconhecer — com um líder agregador dentro do time, a pessoa que fará a diferença na entrega dos resultados.

Continuaremos o papo na parte três do artigo.

Obrigado e um abraço!

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